quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Salvos pelo irmão PartisanAlexandre Mazzo/ Gazeta do Povo / Samuel tinha 3 anos quando a guerra começou. Se lembra que a mãe o colocava em baixo do vestido, quando estavam escondidos no bosque, para ele se esquentar e não morrer de frio

Quando o pai de Samuel Grimbaum Burzgtyn soube que os judeus estavam sendo levados para campos de concentração, ele quis ir junto. Era um homem muito religioso e dizia que o seu desejo era acompanhar os judeus aonde quer que eles fossem. Essa foi a primeira vez que o irmão mais velho de Samuel, Marian, se posicionou contra as ideias do pai. “Na verdade meu irmão nos salvou. Ele decidiu nos esconder em um buraco perto da nossa casa até conseguir fugir conosco para um lugar mais seguro”, conta Samuel.No local onde estavam, porém, mesmo escondidos já era arriscado ficar. Os alemães andavam por todas as partes na pequena vila de Blinów (Polônia). Marian foi levado para um campo de trabalho forçado e conseguiu fugir duas vezes. Na última, levou a família para outra residência. Os 14, entre tios e outros parentes, ficaram escondidos em um fundo falso de um celeiro por alguns meses. Quando foram descobertos, fugiram para um bosque.Marian decidiu então se juntar ao grupo de partisans (guerrilheiros) que existia na região e com eles lutar contra os alemães. Tinha 20 anos. Samuel, seu irmão caçula, tinha apenas 3 anos. “Ficávamos no bosque e às vezes em uma casa abandonada. Lembro-me de que nos dias de muito frio minha mãe me colocava embaixo do vestido para eu me aquecer e não morrer congelado”, conta Samuel.Foi no bosque, perto de onde ficavam os partisans, que Samuel e sua família viveram por cerca de oito meses. O irmão, Marian, ficava por perto, com os guerrilheiros. “Não podíamos ir lá com eles, mas às vezes meu irmão vinha nos ver e trazia alguma comida”, diz Samuel.
FONTE GAZETA DO POVO

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