Indústria nacional patina na corrida do pré-sal

Pessoal
Ao apresentar um quadro com a demanda de profissionais até 2020, Heitor Gioppo, diretor da Odebrecht Óleo e Gás e da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro), disse que, perto do desafio de capacitar mão de obra, desenvolver tecnologia nacional será relativamente simples. “O nosso grande gargalo é pessoal. Até o fim da década o setor vai precisar de pelo menos 213 mil profissionais qualificados, de 189 categorias. Só de engenheiros são quase 9 mil. Onde vamos achar esse povo todo?”, questionou.
Programa do BNDES terá R$ 3 bilhões para projetos na área
FJ, com agências
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram ontem o programa Inova Petro, que vai financiar novas tecnologias e apoiar empresas fornecedoras do pré-sal. O programa vai até 2016 e terá R$ 3 bilhões para o fomento de projetos, que serão selecionados com ajuda da Petrobras. O primeiro edital será lançado em 17 de setembro.O governo também anunciou uma ação conjunta entre Ministério do Desenvolvimento, Agência Brasileira para o Desenvolvimento da Indústria (ABDI) e Petrobras para o desenvolvimento de arranjos produtivos locais (APLs) e a atração de fornecedores para o entorno de empreendimentos da estatal. Neste ano, o programa vai escolher nove empresas de Belo Horizonte, Salvador e Recife para o desenvolvimento de um plano de negócios. Não foi divulgado se alguma cidade paranaense será contemplada no futuro.A presidente da Petrobras, Graça Foster, reconheceu que um dos desafios do plano de investimentos da estatal é o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais. Ela disse que, desde 2003, quando a empresa implementou um programa de exigência de conteúdo local mínimo em suas encomendas, já houve avanço, mas que é possível fazer mais.“Muito pouco do trabalho no pré-sal é realizado pela Petrobras e por nossas empresas sócias. Há milhares de quilômetros a percorrer ainda para que a indústria de bens e serviços atenda às nossas demandas e às demandas das empresas que trabalham com a Petrobras”, disse a executiva.Segundo ela, o índice de conteúdo local nas contratações da companhia subiu de 40% a 55% em 2003 para 65% atualmente na área de exploração e produção. No refino, o porcentual subiu de 82% para 92% e, na de gás e energia, de 70% para 90%. Para alguns analistas, no entanto, esses números são superestimados.
Gigante nacional
Um dos objetivos do programa é criar uma grande empresa nacional de fornecimento de bens e serviços no setor de petróleo. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que o banco poderá, quando necessário, injetar capital em companhias do setor por meio de compra de participação acionária, a fim de fortalecer as firmas com projetos importantes de desenvolvimento tecnológico na cadeia de petróleo.
FONTE GAZETA DO POVO
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