quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Custos são obstáculos para leis “caça-bitucas”Hugo Harada/Gazeta do Povo / O empresário Roberto Façanha usa coletores especiais e envia restos de cigarro para reciclagem

Deputados estaduais do Paraná e vereadores de Curitiba iniciaram uma verdadeira “caça às bitucas”. Um projeto de lei aprovado em primeira discussão pela Câmara da capital determina que quem jogar restos de cigarro no chão será multado e a prefeitura terá de instalar coletores e levar o material para reciclagem. A proposta amplia medidas já previstas em lei estadual. O problema é que a dificuldade de implantação em grande escala da coleta seletiva pode acabar tornando inócua a legislação sobre o assunto. A opinião vem de fonte segura: o empresário Roberto Façanha, diretor da Ecocity Soluções Ambientais, única empresa paranaense autorizada a coletar e reciclar bitucas.De acordo com Façanha, o que está sendo desconsiderado é o fato de os restos de cigarro não terem valor para a logística reversa (entrega de descartes dos clientes para as empresas que elaboraram e comercializaram o produto). “A bituca não serve para nada”, diz. No caso de latas de alumínio ou garrafas PET, por exemplo, as empresas produtoras se interessam pela reciclagem, porque o poder de reutilização confere valor comercial aos descartes. Já no caso das bitucas, o custo para o processo de reciclagem é muito superior ao retorno financeiro obtido com o material reciclado.
FONTE GAZETA DO POVO

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