quarta-feira, 15 de agosto de 2012


À procura de “novos” moradores

Walter Alves/ Gazeta do Povo / O pesquisador Júlio Moreira Leite , no  Museu de História  Natural do  Capão da Imbuia: exemplares já coletados na natureza servem  para comparação  com  novas espécies
Centenas de pesquisadores estão, neste instante, embrenhados no mato ou fechados em laboratórios para tentar provar que a diversidade de seres vivos é muito maior do que se tem conhecimento. A cada semana, por exemplo, é descoberta uma nova espécie de peixe no Brasil. E a Mata Atlântica, especialmente nos trechos preservados que existem no Paraná, abriga boa parte dos animais e plantas só recentemente encontrados.Do momento em que uma nova espécie é localizada até o reconhecimento científico é preciso trilhar um longo caminho. Nos últimos cinco anos, 64 espécies foram descobertas em pesquisas apoiadas pela Fundação Grupo Boticário em todo o país. Mas apenas nove já passaram pelo processo de descrição – que inclui a escolha de um nome. O intervalo entre o achado e o batizado costuma ser de dois anos de trabalho, no mínimo. A pesquisa exige a avaliação de todas as características físicas internas e externas para assegurar que aquele conjunto de seres é diferente de todos os outros. Posteriormente a comparação precisa ser referendada por outros pesquisadores e publicada em revista científica.
FONTE GAZETA DO POVO

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