quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Motociclista bate em barranco e morre na PR-323 em Umuarama
Um homem de 33 anos morreu, no início da madrugada desta quinta-feira (23), em um acidente de trânsito na PR-323, no distrito de Lovat, em Umuarama (noroeste do Paraná). Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o motociclista perdeu o controle do veículo, saiu da pista e chocou-se contra um barranco.O piloto, Adeildo Ferreira de Souza, não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico-legal (IML) de Umuarama. Ele era morador da vila rural da cidade.Um homem de 30 anos, que estava na garupa, sofreu ferimentos leves. Edilson do Prado Brito, que também é morador da vila rural, foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Umuarama, e não corre risco de morte.
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Richa sanciona aumento de 31,73% para professores universitários
O governador Beto Richa sancionou nesta quarta-feira (22) o projeto de lei que concede aumento de 31,73% no vencimento dos professores das instituições estaduais de ensino superior. A medida altera a lei n° 15.944.A aplicação do reajuste será realizada em quatro parcelas anuais de 7,14%, sendo que a primeira vai ser aplicada na folha de pagamentos de outubro deste ano e as demais no mesmo mês de 2013, 2014 e 2015, independentemente das recomposições salariais normais do funcionalismo estadual.Richa afirmou que o governo do estado atendeu integralmente ao pleito dos professores e sindicatos e espera que o indicativo de greve da categoria seja suspenso. "Este reajuste foi um compromisso de governo assumido com as universidades estaduais e com os professores e está cumprido", disse o governador. "Com esse aumento nós estamos corrigindo uma distorção causada nos governos anteriores", afirmou.O reajuste faz parte do plano de equiparação salarial do corpo docente com o quadro técnico das universidades estaduais e, para o secretário estadual de Ciência,Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, o indicativo de greve da categoria é uma precipitação da classe, já que o governo cumpriu todos os compromissos assumidos.Leal declarou que o governo do estado não tem nenhuma dificuldade em cumprir seus compromissos. "A perspectiva que foi confirmada é do pagamento da primeira parcela a partir de outubro. Portanto, se estamos em agosto, nós cumprimos exatamente todo o cronograma estabelecido e esperamos que o bom senso da categoria e dos sindicatos possa prevalecer" disse o secretário.Para Alípio os professores universitários e toda a categoria devem reconhecer o esforço do governo do estado e desmobilizar o movimento grevista. "A nossa prioridade agora é a volta as aulas, porque os maiores prejudicados com a paralisação são os alunos e consequentemente a sociedade" afirmou Alípio.
Rede Estadual
O sistema de ensino superior público do Paraná é formado por sete universidades estaduais com mais de 120 mil acadêmicos nos cursos presenciais e à distância. Representa hoje um orçamento de cerca de R$ 1,3 bilhão por ano, inteiramente custeado pelo Governo do Estado, embora constitucionalmente o ensino superior seja de responsabilidade do governo federal.Estiveram presentes na assinatura do decreto que sancionou a lei os deputados estaduais Plauto Miró, Élio Rusch, Ademar Traiano, Valdir Rossoni, Adelino Ribeiro e Pedro Lupion.
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Uso de Enem no cálculo do Ideb pode gerar distorção
O uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), proposto pelo ministro Aloizio Mercadante, pode não representar a realidade de todas as escolas do País. No exame de 2010, o último com os dados disponíveis, 60% das escolas tiveram menos da metade dos alunos no Enem. Em apenas 7,6% das unidades mais de 90% dos alunos fizeram o exame.Estados em que as escolas tiveram menor participação também registraram as mais baixas notas no Ideb. Em Alagoas - que tem o pior índice do País (2,6,) -, 77,9% das escolas não tiveram nem metade dos estudantes no Enem. Logo em seguida, vêm o Amapá e o Pará, com pouca adesão e notas abaixo da média nacional.Os dados mostram que não é totalmente certa a teoria de que o Enem tem representatividade censitária, como defende Mercadante. Além disso, o exame é feito por alunos mais preparados, mais focados na universidade, e as piores escolas têm uma proporção menor de alunos no exame. Isso também explica a melhora de desempenho maior do que a registrada no atual modelo de amostragem do Ideb, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), composta de 70 mil alunos. A partir disso são calculadas as médias estaduais.Um levantamento feito pelo economista Ernesto Martins Faria, do blog Estudando Educação, mostrou que as escolas têm menor participação são as que têm mais alunos atrasados e vulneráveis socialmente e, consequentemente, piores notas.Segundo um ex-funcionário do alto escalão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o problema de adotar o Enem é a abrangência. "Quem faz o Enem são os melhores alunos em geral, o que beneficia as piores escolas", diz ele, que pediu anonimato. "Mas é importante manter o que já existe com o Saeb." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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Convênio permite cirurgias cardíacas em bebês pelo SUS
A dona de casa Elinadja Damas da Silva Viana, de 29 anos, levou um susto ao ver a filha recém-nascida ficar arroxeada na primeira mamada. Ester tinha transposição das grandes artérias - malformação cardíaca em que a posição da aorta e da artéria pulmonar está invertida. Se não fosse submetida a uma operação, viveria 15 dias. A cirurgia, pelo SUS, ocorreu há dois meses na Clínica Perinatal da Barra da Tijuca, instituição particular onde atrizes como Luana Piovani e Grazi Massafera deram à luz.O convênio entre a clínica e a Secretaria de Estado de Saúde foi assinado em outubro de 2009. Desde então, mais de 500 crianças foram submetidas a cirurgias. A taxa de sobrevida é de 94%, comparável a índices de hospitais americanos, como o Children Hospital of Boston, da Universidade de Harvard, e o Children Hospital of Philadelphia."Existe uma carência de cerca de 700 cirurgias cardíacas de recém-nascidos por ano no Rio de Janeiro. Essas crianças acabavam simplesmente morrendo, porque não tinham assistência médica adequada. Conseguimos suprir uma boa parte da demanda e é muito emocionante ver essas crianças se desenvolvendo saudáveis", afirma Sandra Pereira, coordenadora da equipe de cirurgia cardíaca da Perinatal.O convênio entre o Estado e a clínica abrange as cardiopatias mais complexas, como a síndrome hipoplasia de cavidades esquerdas, em que a criança nasce sem o lado esquerdo do coração e sem parte da artéria aorta, responsável por enviar o sangue para o resto do corpo.Para a criança ser operada na clínica particular, ela precisa ser cadastrada na Central Estadual de Regulação de Leitos. Como também são atendidos pacientes do interior do Estado, em alguns casos o transporte é feito por helicóptero, pelo Corpo de Bombeiros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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Mercadão tem blitz contra flanelinhas
A Polícia Civil e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começaram na quarta-feira a agir juntas para impedir o trabalho de guardadores de carros clandestinos na região do Mercado Municipal, no centro da cidade de São Paulo. No primeiro dia de megablitz, o Mercadão ficou cercado de cavaletes com placas sobre a venda oficial de talões de Zona Azul e até uma tenda foi montada para tirar dúvidas dos motoristas que ficam reféns dos flanelinhas.Oito pessoas foram presas por exercício ilegal da profissão. O delegado Fernando Schmidt de Paula, titular da Unidade de Inteligência do Departamento de Proteção à Cidadania (DPPC), disse que o lugar foi escolhido por ser "emblemático". "Recebemos muitos reclamações."A operação, segundo ele, não tem prazo para terminar e será montada diariamente, das 7 às 18 horas. "Temos dois objetivos. Um é reprimir a ação dos flanelinhas. O outro é trazer segurança para os agentes de trânsito, para que eles realizem o trabalho sem repreensões dos guardadores",explica Schmidt.Desde 6 de maio, 438 flanelinhas já foram autuados em 24 operações organizadas pelo DPPC. As fiscalizações começaram na vizinhança de estádios de futebol da capital durante grandes eventos. Nas últimas semanas, a polícia decidiu ampliar o foco de operações. No dia 20, a Polícia Civil já havia detido 14 flanelinhas no entorno do Mercado da Cantareira.Outras quatro pessoas foram levadas para a delegacia, mas tinham registro profissional de guardadores de carro na Delegacia Regional do Trabalho e, por isso, foram liberadas. Nos dias seguintes, os flanelinhas voltaram a atuar normalmente na área. Ontem, no primeiro dia da megablitz conjunta, a prisão dos guardadores pela manhã inibiu os colegas, que passaram a evitar a área.
Clientes e orientação
Um balcão de atendimento com funcionários destacados pela CET foi montado próximo do Mercadão. Ali, os motoristas eram orientados sobre como e onde estacionar nas proximidades. Os agentes também indicaram os pontos de vendas de cartões de Zona Azul para que o motorista pudesse estacionar seu veículo de maneira regular, evitando assim pagar mais caro a um guardador irregular.Mesmo assim, frequentadores assíduos estranharam a ausência dos flanelinhas na Rua da Cantareira, principalmente à tarde. "Geralmente é só começar a andar mais devagar que eles já aparecem, balançando os braços. Hoje, não vi ninguém. Parecia que tinha até mais vagas na rua", afirmou o produtor Rafael Lasso, de 31 anos. Ele costuma ir ao Mercadão pelo menos uma vez por semana e evita deixar o carro na rua. "Tento parar no estacionamento, mas nem sempre tem vaga aqui", afirma.A chef Natália Camarinho, de 27 anos, foi outra que notou que o movimento estava diferente. "Sempre fica um marronzinho por aqui. Mas hoje parece que tem mais. Acho bom, porque o trânsito aqui fica um caos", disse ela, que também costuma evitar deixar o veículo na rua. Por volta das 17h30, quando Natália saiu do mercado, os agentes de trânsito já começavam a recolher alguns cavaletes espalhados pelo quarteirão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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Mega-Sena acumula e prêmio pode chegar a R$ 5,6 milhões
O prêmio da Mega-Sena acumulou na noite de quarta-feira (22) e pode chegar a R$ 5,6 milhões no próximo sorteio, no sábado (25). Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 1.418, retiradas do Caminhão da Sorte, que está estacionado em Taquaritinga (SP).As dezenas sorteadas foram: 07 - 08 - 10 - 12 - 27 - 56.A quina saiu para 188 apostadores, que vão levar prêmio de R$ 7.637,07; enquanto a quadra, para 11.107 pessoas, que vão receber a quantia de R$ 184,66.
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TRE nega embargo de Pupin e dá prazo para recurso no TSE
O candidato a prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP), que teve o registro da candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), teve um recurso – embargo de declaração – negado pelos desembargadores na tarde de ontem.Agora, a coligação “A Mudança Continua” vai apresentar recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar assegurar o registro da candidatura de Pupin.O embargo da coligação foi negado por 6 votos a 0, mesmo placar do indeferimento julgado no domingo pelo TRE-PR.
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Mais de mil lojas oferecem promoções durante Maringá Liquida
De sexta-feira (24) a domingo (26), milhares de consumidores devem ir às compras atraídos pelos descontos da segunda edição deste ano da Maringá Liquida. A campanha, realizada pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e Sindicato do Comércio Varejista de Maringá e Região (Sivamar), terá a participação de mais de mil empresas, inclusive de materiais de construção, graças ao apoio do sindicato das empresas do setor, o Simatec/Acomac.Balizado pelos bons resultados obtidos nas edições anteriores, o diretor comercial da Weber Shop, Otávio Henrique Baratieri Augusto, se antecipou: comprou estoques maiores de pisos e revestimentos para a promoção, negociando preços melhores junto aos fornecedores. "Vamos oferecer o porcelanato 60 x 60 centímetros pelo melhor preço do Paraná", garante. As condições de pagamento também serão diferenciadas.Na loja A Brasileira os 23 funcionários deverão trabalhar muito durante a Maringá Liquida se o movimento de clientes for semelhante ao das edições anteriores. A empresária, Joana Lopez Gonzalez, conta que blusas e camisetas masculinas custarão a partir de R$ 39 e o estoque estará até 40% mais barato. Até a nova coleção de verão terá desconto e as compras poderão ser pagas em até seis vezes no cartão.
Programação paralela
No domingo, último dia da Maringá Liquida, uma série de atividades gratuitas será realizada. Na praça Farroupilha haverá atividades pedagógicas e brinquedos. Na praça Raposo Tavares haverá Feira da Agroindústria Familiar. E na praça Napoleão Moreira da Silva terá distribuição de brindes, aferição de pressão, cama elástica e piscina de bolinhas com participação gratuita, distribuição de pipoca e algodão doce e Feira de Artesanato.Além do Simatec/Acomac, a Maringá Liquida tem apoio da prefeitura, Câmara Municipal de Maringá e Central de Negócios Imobiliários.
Feirão de imóveis
Pela terceira vez consecutiva será realizado o Feirão de Imóveis, paralelamente à Maringá Liquida, no sábado e domingo. A expectativa do Banco do Brasil e da Central de Negócios Imobiliários, que organizam o feirão, é que 1,5 mil pessoas sejam atendidas. Na última edição, 990 propostas de financiamento foram apresentadas, num total de R$ 120 milhões.O feirão será realizado na agência centro do Banco do Brasil, com plantão de corretores e funcionários do banco. Durante o evento, as taxas de juros são reduzidas, de 7,9% ao ano mais TJLP, e há carência de até seis meses para começar a amortizar o capital. Despesas decorrentes da compra do imóvel, como registro cartorário e imposto sobre a transmissão de bens imóveis, poderão ser financiadas. A agência está localizada na avenida Duque de Caxias, 448. O horário de atendimento será o seguinte: sábado das 9 às 17 horas e no domingo das 13 às 17 horas.
Horário do comércio
Durante a Maringá Liquida, o comércio e os supermercados funcionarão em horário especial. No sábado, as lojas abrirão até as 18 horas e no domingo, das 14 às 20 horas. Já os supermercados participantes da Maringá Liquida abrirão em horário normal no sábado. No domingo funcionarão das 9 às 15 horas. Um termo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho foi assinado entre o Sivamar e o Sindicato dos Comerciários estabelecendo as regras para o horário especial durante a realização da campanha.
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Aposentada perde R$ 14 mil para dupla de golpistas
Uma aposentada de 60 anos entregou R$ 14 mil para dois homens que a iludiram com o manjado "conto do bilhete premiado". O fato ocorreu na manhã desta quarta-feira (22) na Zona 7, em Maringá.A vítima foi abordada no momento em que saia de casa para ir até a feira. Um dos golpistas - descrito como um homem gordo e baixo - se aproximou da idosa com a desculpa de estar a procura do endereço.No meio da conversa, ele disse à mulher que havia recebido um prêmio de R$ 100 mil e tinha a intenção de resgatar o dinheiro. Neste momento, um outro homem se aproximou dos dois e se apresentou como funcionário de uma agência bancário.Depois de checar o bilhete, o suposto bancário simulou uma ligação para uma casa lotéria e disse que o prêmio na verdade era de R$ 800 mil. Alegando estar sem os documentos pessoais, o golpista disse que não tinha como sacar o dinheiro. Foi então que o comparsa se ofereceu para ajudá-lo e convenceu a aposentada a colaborar também.Certa de que ganharia R$ 50 mil de recompensa para ajudar a resgatar o prêmio, a vítima sacou todas as economias do banco e entregou à dupla. "Eu já tinha ouvido falar do golpe, mas acabei caindo. Levei um tombo bem feio", disse ela, na delegacia. Indignada com o prejuízo sofrido, a aposentada também defendeu a aplicação da pena de morte para quem engana pessoas de bem.Esse foi o terceiro caso do golpe do bilhete premiado registrado na Polícia Civil de Maringá nos últimos 50 dias.
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Lewandowski condena ex-sócios de Marcos Valério

O ministro revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, votou nesta quarta pela condenação dos ex-sócios de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, pelos crimes de corrupção ativa e duas vezes por peculato.Para o ministro, Paz participava ativamente da gestão das agências e dos crimes que foram praticados nos contratos com o Banco do Brasil com a atuação do ex-diretor de Marketing do banco Henrique Pizzolato. O voto de Lewandowski continua seguindo as condenações defendidas pelo relator Joaquim Barbosa, que também considerou que Hollerbach, assim como Paz, teve participação ativa nas irregularidades cometidas pela DNA Propaganda.Lewandowski refutou o argumento da defesa de que Paz não tinha responsabilidade pela movimentação financeira da agência, que estaria a cargo exclusivo de Valério. "A alegada irresponsabilidade do acusado pela prática delituosa é desmentida pelos autos". O ministro afirmou que as empresas DNA, SMP&B e Grafiti eram administradas de forma conjunta e que os ex-sócios, Paz, Valério e Ramon Hollerbach, atuavam em conjunto.No caso específico de Paz, ele destacou que o ex-sócio participou de reuniões com o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e sabia do repasse de recursos a políticos. Enfatizou que ele teria se beneficiado dos recursos desviados do Banco do Brasil. Concluiu o voto observando ainda que era de Paz a assinatura do cheque do Banco Rural que resultou no repasse de R$ 326 mil ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. "Esse cheque foi prova definitiva de que Cristiano Paz participou da corrupção ativa com relação ao senhor Pizzolato".
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Professores da UEM decidem sobre suspensão de greve nesta quinta-feira

Os professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) se reúnem em assembleia na tarde desta quinta-feira (23) para deliberar sobre a suspensão da greve por melhores salários. A tendência é que a maioria vote pelo retorno das atividades após a sanção do projeto de lei que concede reajuste de 31,73% à categoria.Na assembleia realizada na terça-feira (21), quando a greve foi deflagrada, a decisão da maioria foi pela manutenção da paralisação até que o projeto de lei fosse sancionado pelo governador Beto Richa (PSDB), o que ocorreu nesta quarta-feira (22).O reajuste será pago em quatro parcelas anuais de 7,14%, sendo que a primeira vai ser aplicada na folha de pagamentos de outubro deste ano e as demais no mesmo mês de 2013, 2014 e 2015, independentemente das recomposições salariais normais do funcionalismo estadual."Nós queríamos que fosse pago tudo de uma vez só. Porém ao longo das negociações houve um acordo entre o governo e o comando de greve que foi aceito pelas outras universidades estaduais", fala a vice-presidente da Sesduem, Marta Bellini.A assembleia será realizada na tarde desta quinta-feira (23) no auditório do Dacese, no campus sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
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PRF inicia greve; fiscalização e atendimento a acidente sem vítimas serão comprometidos

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná iniciaram greve nesta quinta-feira (23). Conforme o sindicato da categoria, apenas 30% do efetivo estará trabalhando, com isso as fiscalizações serão paralisadas, assim como o atendimento a acidentes sem vítimas. Na região noroeste do Estado, todos os postos aderiram ao movimento.A orientação da categoria para quem se envolver em acidente sem vítimas nas rodovias federais, é de que os motoristas procurem o posto da PRF mais próximo para registrar o Boletim de Acidente de Trânsito (BAT).As fiscalizações também foram suspensas, até mesmo na região de fronteira. Somente casos de flagrante serão atendidos.Durante a greve os serviços especiais como atendimento ao cartão programa, escolta/batedor, convocações para coberturas de eventos, convocações de operações, cursos, entre outros, não serão atendidos.Outra mudança será o não atendimento ao público; os policiais comparecerão aos locais de trabalho, mas não abrirão atendimento. Já na Superintendência e Delegacias não serão fornecidos nem protocolados documentos como BAT, recursos de multas, formulários de identificação de condutores, entre outros.
Protestos
Na manhã desta quinta-feira será realizada, em Londrina, acontece uma grande manifestação, em conjunto com outros órgãos federais que também estão em greve, no calçadão da cidade. Um outro protesto está previsto em Curitiba, em frente à 7ª Superintendência da PRF-PR.Já no sábado (25) será realizada grande manifestação em Foz do Iguaçu, com encontro às 7h00 na Delegacia da PRF.
Negociação
Está agendado para esta quinta-feira uma reunião entre o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e a Federação Nacional dos Agentes da PRF (FenaPRF), para mais uma discussão sobre as reivindicações da categoria.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Em 5 anos, PR aplicou só um terço do investimento previsto em segurança

FONTE GAZETA DO POVO
Logística será foco de novas medidas

FONTE GAZETA DO POVO
Anatel vai proibir teles de cobrar por nova ligação
FONTE GAZETA DO POVO
Ducci define “desenvolvimento humano” como principal meta
Candidato à reeleição, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB)Candidato à reeleição, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), registrou ontem em cartório seu plano de governo. Com mais de 200 páginas, o documento traz um balanço das ações desenvolvidas durante sua gestão e as propostas para os próximos quatro anos em diversas áreas. Apoiado em 19 programas, o plano traz como meta principal promover “o melhor desenvolvimento humano das capitais do Brasil”.“É um plano consistente, com metas e ações compatíveis com a realidade”, frisou Ducci após registrar o plano no 4.º Ofício de Registros de Títulos e Documentos, no Centro de Curitiba. O objetivo, de acordo com ele, é garantir mais transparência aos seus projetos, permitindo que os eleitores cobrem as promessas de campanha caso venha a ser reeleito. O plano já está disponível na página do candidato na internet (www.lucianoducci40.com.br).
FONTE GAZETA DO POVO
Advogado de Jefferson acusa Lula de ser o mandante do mensalão
Em um dos momentos mais tensos das oito primeiras sessões do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, disse ontem que o ex-presidente Lula “ordenou” a realização do suposto esquema. Nas palavras do advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende Jefferson, Lula “não só sabia como desencadeou tudo” e não está entre os réus devido à “omissão” do procurador-geral da República,
Roberto Gurgel.

“Aqueles ministros [José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto, também réus] eram apenas executivos dele [Lula]”, disse Barbosa. Ele também usou como argumento a fama de político inteligente de Lula. “O presidente não é só ‘safo’ [esperto]. Ele é doutor honoris causa em universidades internacionais. Mas é um pateta? Tudo isso aconteceu sobre suas barbas e nada.”Barbosa disse que, durante o segundo mandato do presidente, chegou a encaminhar à Casa Civil (na época comandada pela atual presidente Dilma Rousseff) um pedido de informações para saber quais foram as medidas tomadas por Lula sobre o mensalão. “Na prática, não havia sido feito nada.”A tese de que o ex-presidente sabia de tudo contradiz declarações anteriores do próprio Jefferson. Quando o escândalo estourou, em 2005, o ex-deputado disse que havia alertado pessoalmente o ex-presidente sobre o mensalão, mas que Lula era inocente. Para Barbosa, contudo, não há contradição. “Ele [Jefferson] tem de falar aquilo que viu, enquanto eu tenho de iluminar ao caso.” A “iluminação” do advogado, no entanto, teve o mesmo foco da maioria dos demais advogados de defesa: Gurgel.“Se esse julgamento quer a prova, digam ao povo que a culpa é do procurador-geral da República, que não cumpriu o seu trabalho.” Barbosa acusou Gurgel de “sentar na denúncia” contra Lula e de ter sido “omisso” – o que vai levar a um “festival de absolvições”.Ao falar sobre a suposta participação de Jefferson no mensalão, Barbosa afirmou que os recursos que chegaram ao ex-deputado pelo “valerioduto” faziam parte de uma negociação legal feita entre as direções nacionais de PT e PTB para saldar dívidas da campanha municipal de 2004. “Não era possível vincular-se o que aconteceu um ano antes, na eleição, com votação do projeto que trata da Previdência.”A reforma da Previdência citada pelo advogado seria, segundo a denúncia, uma das propostas cujo apoio parlamentar teria sido pago pelo mensalão. O advogado expôs que não faria sentido que o partido recebesse propina pelo apoio porque é “historicamente” ligado à causa. O ex-deputado é acusado no processo de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ao todo, ele teria negociado o repasse de pelo menos R$ 4 milhões do PT para o PTB.Lula não quis comentar a acusação da defesa Jefferson.
Outros deputados
A defesa do ex-deputado Bispo Rodrigues confirmou ontem que seu cliente recebeu R$ 150 mil do valerioduto, mas negou que era pagamento da compra de votos. Seu advogado, Bruno Braga, argumentou que a verba teria sido usada para pagar as despesas eleitorais do antigo PL, hoje PR. A defesa do ex-deputado federal Romeu Queiroz afirmou que a quantia de R$ 120 mil recebido pelo parlamentar do mensalão “tinha aparência de origem sadia”.
FONTE GAZETA DO POVO
Frango melhora vida no interior do PR


Da criação de frango ao processamento da carne, o uso de mão de obra intensiva torna a avicultura a maior geradora de empregos e renda do agronegócio paranaense. Milhares de pessoas trabalham em segmentos desconhecidos no meio urbano, como o de produção de ovos férteis, o de distribuição dos pintainhos, o de logística de transporte. Dinâmica e altamente tecnificada, a avicultura demanda também uma ampla gama de produtos e serviços e faz girar ao seu redor, como verdadeiros satélites, indústrias dos mais diversos portes dedicadas especificamente à atividade.
Emprego
A complexidade dessa cadeia fica evidente em pequenos municípios do interior, como é o caso da pequena Cafelândia no Oeste do estado. Dono do nono maior plantel de aves do estado, o município com 12 mil habitantes tem um Produto Interno Bruto (PIB) per capita superior a R$ 15 mil por habitante – o 7.º maior do estado – e ocupa a 46.ª colocação entre os 399 municípios do Paraná no ranking estadual de IDH. Boa parte do desempenho é atribuído à avicultura.Sede da Cooperativa Agrícola Consolata, a Copacol, Cafelândia gira em torno do frango. Uma das primeiras do sistema cooperativo paranaense a investir na industrialização da carne de aves, a cooperativa tem na avicultura o seu principal negócio. Com aproximadamente 60% de seu faturamento proveniente do frango, a Copacol abate atualmente 320 mil aves ao dia e a previsão é chegar a 480 mil aves/dia no ano que vem.Somente no abatedouro emprega perto de 2,5 mil funcionários. No campo, integra mais de 800 avicultores e mais de mil aviários. “70% dos nossos cooperados são pequenos produtores e para a maior parte deles a avicultura é a principal fonte de renda”, revela o presidente Valter Pitol.
Renda bimestral faz diferença no meio rural
Integrado da cooperativa C.Vale, de Palotina (Oeste), Leomar Casarolli tem quatro aviários e 170 hectares de lavoura na propriedade que mantém em Corbélia. “Com renda certa a cada 60 dias, a avicultura garante capital de giro para a fazenda. Com o dinheiro dos grãos faço uma espécie de poupança para pagar dívidas e investir na modernização da propriedade”, relata.“Quando começamos a criar frango, em 97, tínhamos uma dívida de R$ 7 mil. Em pouco tempo, conseguimos pagar a dívida e hoje até emprestamos dinheiro para os amigos”, comemora a avicultora Maria Aparecida Ramos. Junto com o marido, Paulo, e os dois filhos, ela mantém dois aviários na propriedade de 5 hectares que a família mantém em Novo Itacolomi.Com seis aviários e planos para construir novos barracões, a família Toniette, de Siqueira Campos, também se diz satisfeita com a atividade. Os três irmãos, Liver, Lourival e Luiz relatam nunca ter tido problema ou prejuízo com o frango. “Nem mesmo durante as crises de exportação”, reforça Charles, filho de Luiz. “Sou formado em Administração, mas para mim é inviável sair daqui. Na cidade não dá para ganhar o que eu ganho [na avicultura]”, afirma.
FONTE GAZETA DO POVO
495 dias vivendo num buraco com 12 pessoas
Quem morava na pequena cidade de Warkowicze (antes Polônia, atualmente Ucrânia) sofreu duplamente: primeiro em 1939 com a ocupação soviética e depois em 1941 com a chegada dos alemães. Bunia Finkiel, então com 17 anos, estava nessa encruzilhada. Preparava-se para completar os dois últimos anos do ginásio, em Kiev (cidade onde havia ensino mais avançado, próxima a Warkowicze), quando os russos entraram com tanques de guerra, quebrando todo o calçamento. “Nunca tínhamos visto aquilo. Nossa vida mudou imediatamente.”A língua hebraica foi proibida de ser usada e ela teve de terminar os estudos em escola russa. “Passei minha juventude entre guerras e medos. Os russos também não foram fáceis, pois sequestravam na calada da noite quem eles achavam que tinha de ser eliminado”, conta.O bombardeio sobre Kiev, em 1941, foi o anúncio de que o maior inimigo, os alemães, batia à porta. Ao lado dos vizinhos, Bunia se colocou em uma fila para testemunhar a entrada dos nazistas que ocupavam o espaço antes dominado pelos soviéticos. Queria ver a tropa passar. Coisa de menina ingênua. Dois soldados – um ruivo e alto, descreve ela – pararam na frente dela e dos amigos e perguntaram quem eram. Um respondeu: ‘tcheco’. O outro disse: ‘ucraniano’. E, quando apontaram para Bunia, sua amiga disse, com o dedo em riste: “Ela é judia”. “Vejo sempre esse soldado na minha frente. Ele me disse que, se eu não fosse de origem judaica, seria bonita. Tirou uma faca e me colocou aqui [perto do pescoço]. O outro o segurou. Imagine como eu me senti.” A “amiga”, ela nunca mais viu.Tão logo os alemães ocuparam o território, Bunia e vários outros jovens foram arrancados de casa para trabalhar à força. Começava às 6 da manhã e terminava às 18 horas (à noite voltavam para casa). Era preciso levar uma caneca junto porque ela era a garantia de uma porção de líquido fervido no almoço em um barril de petróleo. Quem pegava a folha do repolho era o premiado do dia. Esses jovens ajudaram a asfaltar a estrada principal que ia do Norte ao Sul da Polônia e fazia conexão com a Rússia (os alemães careciam de boas estradas para passar com os equipamentos de guerra). “Minha irmã tinha de varrer a rua e, eu, espalhar as pedrinhas. O caminhão do asfalto vinha logo atrás de mim. Muitas vezes respirei aquele ar quente que vinha do asfalto, que queimava meus pés.”
Primeiros guetos
Da entrada dos alemães na cidade à formação dos primeiros guetos também foi um passo rápido. Bunia e a família tiveram de deixar o conforto do lar, foram levados para um bairro murado e receberam como moradia uma varanda que era um puxadinho com teto de vidro, muito mais propício para o verão do que para o rigoroso inverno da Polônia. O medo só aumentava. “Meu pai dizia: ‘Isso não vai ser para sempre. Vai haver matança, temos de nos salvar.’” O pai dela tinha alguns amigos tchecos e foi às escondidas até a casa de um deles para pedir ajuda. Na volta, a mãe da garota olhou para ela e deu a ordem: “pegue três vestidos, um suéter e um casaco”. Era hora de fugir. Lá se foram o pai, a mãe, Bunia, a irmã e o irmão.O pai e a mãe ajudaram na fuga, mas permaneceriam no gueto porque trabalhavam na estação ferroviária e, como tinham documento para esse trabalho, poderiam ficar. Ela e a irmã fugiram para um lado e o irmão para outro. Ele acabou preso. “Tinha uma prima que era tradutora da polícia. Ela foi tentar salvá-lo, mas o comandante disse que, se soltasse meu irmão, teria de fazer o mesmo com os outros.” O irmão de Bunia não se salvou. Aliás, dos 3 mil judeus que viviam naquela cidade, apenas 54 saíram vivos.Na casa dos tchecos, Bunia e a irmã tiveram de trabalhar na plantação de trigo e centeio, ordenhar as vacas, amarrar os feixes de trigo. “Tinha de andar descalça naquele campo onde era cortado o trigo. Os tocos entravam nos nossos pés e nos cortavam a carne.”Logo o pai se juntou às filhas na fazenda. A mãe ainda acreditava em um milagre e ficou mais tempo no gueto. Certo dia saiu para rezar às escondidas, foi reconhecida e levou uma grande surra dos alemães. Foram dois dias de recuperação e a certeza de que era preciso fugir com a família. Alguns dias depois, também apareceram na fazenda os tios de Bunia.Os boatos corriam soltos. E um deles era o pior de todos. Ouviram falar que alguns tchecos estavam entregando os judeus à polícia alemã em troca de dinheiro. O medo aumentou e eles fugiram para o bosque e, depois, para a fazenda de um amigo do pai da garota.
Buraco
O novo esconderijo era ao lado do chiqueiro de porcos. Foi cavado um buraco onde eles conseguiam ficar de joelhos. Esta seria a moradia. Das frestas do chiqueiro, eles conseguiam monitorar quem entrava e saia da fazenda. Às vezes, às escondidas, saíam, porém o mais seguro era ficar no buraco. “Um dia apareceram os alemães e eles chegaram até o chiqueiro. Mas a porca, – olhe que abençoada –, deitou na tábua que dava acesso ao buraco e não se levantou. Os policiais deram pontapés nela, e ela nada. Imagine a nossa aflição. Eles foram embora. Eu me pergunto: no que podemos acreditar? Que Deus existe? Que aquilo foi sorte? Ou as duas coisas juntas?” Depois vieram outros policiais. Ficaram três dias e três noites. A tcheca não podia dar nem comida nem água para eles. “Quando as carroças foram embora, eu estava quase desmaiando de sede. Tinha nevado e meu pai me arrastou para fora e disse para eu lamber o chão”.Outro susto passou Bunia quando fazia a vigia pelas frestas do chiqueiro enquanto os outros dormiam. Um homem chegou perto da tábua e disse que era para chamar o pai dela. “Eu quase morri. Ele dizia: ‘Sei que vocês estão escondidos’.” O homem ameaçou: “ou vocês me deixam ficar aqui ou conto tudo para a polícia”. Eles passaram a ser 12 no buraco. Ali, desde o início, conviveram com os piolhos das palhas que ficavam depositadas ao lado do chiqueiro. Bunia conta que os ratos passavam entre os cabelos enquanto estava deitada, por isso todas as mulheres adotaram o corte militar.A tcheca dava de comer a eles duas vezes ao dia: no almoço água quente e um pão fatiado em 12 pedaços milimetricamente iguais. E, à noite, uma sopa. “Quando a fome apertava muito, roubávamos as batatas cozidas que ela jogava aos porcos, em panelões”, relata. O remédio contra a loucura mental era politicar. Eles ficavam imaginando o que aconteceria aos alemães. Ali viveram 495 dias marcados pelo pai de Bunia, dia a dia, com traços em um papel.Foi em uma visita de alguns partisans (grupos revolucionários) à fazenda, para pedir comida, que os 12 souberam pela tcheca que os alemães estavam recuando e se afastando da cidade. Enfim, os tiroteios começaram a cessar e, depois de mais um dia no buraco para ter certeza de que eles poderiam sair com segurança, os partisans apareceram outra vez e avisaram que estava seguro. A liberdade havia chegado outra vez. A mãe de Bunia entrou no buraco com 85 quilos e saiu com 45. “Ela não conseguia nem mesmo enxergar direito. Tivemos de cuidar muito dela.” Dali, seguiram a pé para a casa onde moravam. Se depararam com a residência ocupada por outra família que não lhes deixou entrar e sequer pegar algumas roupas. Já não era mais seguro viver na Polônia, pois os alemães ainda estavam por ali. Decidiram ir à Itália e depois vir ao Brasil. Bunia encerra a conversa. “Fico muito cansada de falar sobre isso.”
FONTE GAZETA DO POVO
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