quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Despedida quenteMowapress / Mano Menezes observa o treino da seleção: técnico convive com a sombra de Felipão e Muricy

Mesmo com alguns jogadores nem sequer sabendo ao certo o tamanho da importância histórica do amistoso de hoje contra a Suécia, às 15 horas (de Brasília), na despedida do Estádio Rasunda, a seleção espera dar em Estocolmo o primeiro passo da recuperação após a derrota para o México na decisão da Olimpíada de Londres.Diante de Pelé e de outros heróis da primeira conquista mundial do Brasil, em 1958, como Zito, Pepe e Mazzola, a equipe de Mano Menezes tem a oportunidade de apagar a imagem deixada na capital bri­­tânica no mesmo gramado em que o Rei do futebol despontou para o mundo e que, nos próximos meses, será derrubado para a construção de um prédio. A Federação Sueca de Futebol erguerá um novo estádio, em outro local da cidade.Mano Mene­­zes está garantido pelo presidente da CBF, José Maria Marín, por pelo menos mais quatro amistosos, mas começa a ter o santista Muricy Ramalho e o palmeirense Luiz Felipe Scolari como sombras no cargo. Sua aposta é que uma partida com fundo emocional, como a de Estocolmo, possa motivar os jogadores. Desde que o elenco demonstre maturidade para passar pela pressão. “Você tem de ter capacidade de assimilar as coisas como elas são, ter um bom botão de deletar, porque nessa hora [derrota] se fala muita bobagem”, comentou o treinador.Mano faz quatro mudanças em relação à derrota para os mexicanos. Daniel Alves no lugar de Rafael na lateral direita; David Luiz substitui Juan na zaga; e os meias Paulinho e Ramires nas vagas de Sandro e Rômulo no meio de campo.“Perdemos uma decisão. Não ganhamos ouro, mas ganhamos a prata, o que quer dizer que chegamos muito perto do objetivo maior. Não acredito que a gente tenha de ter uma transformação geral naquilo que a gente fez até agora. Muito pelo contrário”, enfatizou o técnico.Por causa da pressão pelo revés olímpico, o jogo com a Suécia deixou de ser apenas um amistoso para o zagueiro e capitão Thiago Silva. O jogador, que, assim como aconteceu no Milan, será parceiro da estrela sueca Ibrahimovic no Paris Saint-Germain, diz que de festiva a partida de hoje não terá nada. “É uma partida para ajudar a esquecer o que aconteceu. O ambiente continua o mesmo, mas as pessoas de fora estão tentando mudar. E nada vai mudar este grupo”, afirma.Sobre o fato de jogar diante dos ídolos de 58, na cidade em que o Brasil conquistou seu primeiro título, Thiago Silva diz que irá mandar enquadrar a camisa da partida, uma réplica azul da final de 54 anos atrás. Isso mesmo admitindo não saber ao certo a história do estádio onde jogará hoje. “Sei mui­­to pouco [do Rasunda]. Sei que é um estádio histórico e que depois deste jogo vai ser demolido”, limitou-se a comentar.

FONTE GAZETA DO POVO

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