Educadores sociais do Cense de Maringá retornam ao trabalho após determinação do TJ
Os educadores sociais do Centro de Socioeducação de Maringá (Cense) que estavam em greve desde sábado (28) retornaram ao trabalho no início da manhã desta quinta-feira (2). A mobilização foi declarada ilegal pelo presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, que acatou argumentação da Procuradoria Geral do Estado em despacho foi assinado na noite de terça-feira (31).A adesão em Maringá foi de 95% dos 38 educadores sociais do Cense. No Paraná, a paralisação atinge cerca de 800 servidores da Socioeducação no Paraná que trabalham nos Censes e nas Casas de Semiliberdade. A unidade em Maringá conta com 55 adolescentes.De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores de Socioeducação (Sindsec), Mário Monteiro, dos trabalhadores vinculados à Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, houve suspensão temporária da greve. "Suspendemos a paralisação, hoje às 7h, e retornamos ao trabalho, dentro do possível, à normalidade. E estamos ingressando nos meios judiciais para cancelar a liminar, que entendemos ser abusiva", afirma.No despacho, o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná afirma que "avulta a ilegalidade do movimento grevista na medida em que a paralisação dos serviços representa risco concreto para o atendimento dos direitos fundamentais dos adolescentes". Kfouri Neto registra que a "incitação à greve pelo Sindicato, quando o objetivo claro é colocar em risco a ordem pública, como parece ser o caso de deflagração do movimento paredista, autoriza o Estado do Paraná a tomar providências para punição imediata dos responsáveis dado que o objetivo de obtenção de melhores vencimentos acaba relegada a segundo plano pelos próprios servidores envolvidos".No entanto, Monteiro refuta a argumentação. "Temos o direito de greve, que é público. O governo disse que não poderíamos fazer greve na quarta-feira, mas a categoria estava parada desde sábado passado", diz. "Não estava faltando nada, até direito de visita foi concedido no domingo. Vamos continuar reivindicado, pois estamos preocupados com a falta de servidores, de segurança, de funcionárias para cuidar das meninas que estão nas unidades, de psiquiatras e médicos. É por estrutura de trabalho que a categoria está brigando". E finaliza: "a greve é em prol de condições de trabalho e garantias para a sociedade e os adolescentes". Na determinação do TJ, foi proibida ainda a realização de operação padrão, ocupação de prédios; e autorizado o desconto em folha de dias parados. O magistrado estabeleceu ainda multa diária de R$ 50 mil reais em caso de desobediência das determinações.A estimativa do sindicato é que sejam necessários pelo menos mais 600 funcionários para suprir essa falta. Atualmente, são 1.300 servidores no Paraná, dos quais cerca de 800 trabalham nas unidades de socioeducação.
FONTE O DIÁRIO.......................................(CAA) CONEXÃO ANTONIO ALVES
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