segunda-feira, 15 de outubro de 2012


 


Hoje, enquanto lá fora brilha intensa
      a lua, e, as águas do Tejo, parecem
      feitas de prata, levando, no seu dorso,
      os últimos barcos de pesca, de volta a
      suas casas, ao olhar as estrelas, que,
      mais se parecem, com milhares de
      grãozinhos de areia, por sobre o manto
      do céu, vem-me à lembrança, teu rosto.
      Vejo-o sereno, de uma sensibilidade e
      sensualidade comovente, numa forma
      muito tua, de ser e de te entregares, à
      vida. Convenço-me, de que, talvez, em
      mim, estejas a pensar, guardando-me
      em silêncio, respeitosamente, enquanto
      a lonjura, lá vai marcando sua presença,
      ao fechar as janelas, de meu quarto.
      Encerradas as janelas, mantenho, ainda
      assim, o sonho bem vivo, de que nosso
      amor, está impregnado, em tudo que
      existe ou venha a existir. Por isso solidão
      é qualquer coisa, de inexistente, entre
      nós dois. E, sucumbindo à flor, do desejo,
      a espera toma-te para mim, para que, de
      cuidados, se façam os anelos, que te deixo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário