quinta-feira, 14 de junho de 2012


Docentes da UTFPR fazem nova manifestação nesta quinta-feira em Londrina

Os professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Londrina e também dos campi de Apucarana (50 km de Londrina) e de Cornélio Procópio (70 km) realizam uma nova manifestação na manhã desta quinta-feira (14), às 10h, na Concha Acústica, no Centro de Londrina.O protesto, após 26 dias de greve sem perspectiva de acordo com o governo federal, deve seguir numa grande passeata pelo Calçadão, no Centro da cidade.Os docentes que estão em greve desde o dia 17 de maio cobram uma posição do governo federal para melhorar o plano de carreira dos professores e também para aumentar a infraestrutura das universidades.Os servidores já realizaram uma passeata no Centro de Londrina, no último dia 2. Na oportunidade, aproximadamente 300 pessoas entre docentes, servidores e alunos participaram do evento. Nós últimos dias a greve ganhou também a adesão dos funcionários administrativos da UTFPR.Representantes do sindicato dos professores federais se reuniram nesta terça-feira (12) com membros do governo em Brasília. Porém, não foi apresentada nenhuma proposta.O primeiro encontro que estava marcado para o dia 28 de maio foi cancelado pelo Ministério do Planejamento (MP). Uma nova reunião ficou marcada para a próxima terça-feira (19). As expectativa dos professores é para que desta vez o governo apresente alguma novidade.Uma das principais reivindicações da categoria é quanto à abertura de novos cursos nas instituições. O professor da UTFPR, Claudio Takeo Ueda, alerta que é preciso contratar mais professores para abrir novas turmas."Não somos contra a abertura de novos cursos, mas é preciso contratar mais professores também. Temos muitos cursos e poucos professores, que acabam ficando sobrecarregados. Precisamos ter um processo racional para criar novas turnas. Porque isso vai implicar na qualidade do ensino que estamos oferecendo", alertou.Os docentes reivindicam a reestruturação da carreira, prevista no acordo firmado em 2011 e descumprida pelo governo federal, carreira única com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição.A paralisação já atinge 55 das 59 instituições federais de ensino superior do Brasil.

FONTE O DIÁRIO

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